segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2+2 = 6


eu adoro gatos.
toda vez que eu ouço uma love song, por mais brega que seja eu penso em como aquilo aconteceu. digo, alguém realmente amou e alguém foi realmente amado, realmente. e eu aho que esse tipo de coisa nunca vai acontecer comigo. acho que não sou o tipo de pessoa super apaixonante, sou sempre o lado super apaixonado e super idealizador de projetos-que-não-tem cabimento-e-que-claramente-nunca-darão-certo-e-só-eu-acredito, também não quero mais ser a desintoxicação de ninguém. tinha prometido que só iria pensar em relacionamentos sérios em uns 5 anos, e pelo visto a vida está cuidando disso pra mim. haha
estou chateado e aborrecido, como em 90% dos meus dias, mas hoje estou bastante, mais do que nos últimos, não sei, 3 ou 4 meses. eu conheço muita, muita gente, mas eu diria que só umas cinco ou seis pessoas são as que eu faço realmente questão, e é tão chato me aborrecer com alguma delas, no fim tudo volta ao normal, mas os momentos são bem chatos, é muito chato todo o processo de ficar íntimo de alguém, de contar todos os problemas, isso é o tipo de coisa que tem que fluir sozinha e, essas pessoas são as verdadeiras amizades, são poucas e é realmente trabalhoso manter isso. acho que vou ficar meio low profile pelas próximas semanas/meses, nunca tem ninguém muito interessante por aí mesmo, me chame para fazer algo a tarde se você for realmente interessante. haha acho que a maioria das pessoas que saem freneticamente, fazem mais por uma manutenção de estilo de vida, haha, falarei mais disso depois, ou não.
tem certas coisas que se eu fizesse, dariam errado e seriam cafonérrimas no final, como no vídeo por exemplo, se fosse comigo, eu provavelmente chegaria dois minutos depois. eu tenho escrito tanta porcaria.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

anedonia.


eu me dei conta hoje, só hoje, que de fato, estou num 'estado de anedonia' total. não consigo achar absolutamente nada que me dê prazer. tudo que eu quero fazer é dormir, eu não sonho com nada enquanto durmo e quero estar dormindo quando estou acordado. acho que estou precisando de um psicólogo agora, um que não seja um freudiano muito conservador, senão ele pode pedir os pagamentos das consultas que eu perder caso eu me mate. (got it?) eu queria muito seriamente namorar agora, mas alguém de outra cidade, queria começar 2009 assim. eu sempre encarei os momentos da vida, onde nada acontece, através da espera por algo, eu digo, vou enfrentar os dias essa semana porque estou esperando o resultado de algo grande na semana que vem, ou um feriado daqui duas semanas, ou então um DVD que vai chegar em dois dias. mas o ruim é que depois que essa coisa passa, eu volto a um estágio zero, onde não tenho 'porquê' viver novamente, e preciso achar algo de novo pra enfrentar todos os dias. decidi que em janeiro vou viajar, fazer coisas que estou adiando há algum tempo. droga, não sei se quero que o ano acabe logo, ou não. de fato, eu preciso ter vontade de fazer certas coisas esse ano, elas estão na minha cabeça e elas tem que acontecer. é impressionante, eu estão tão aborrecido, tão aborrecido, que recebi duas cartas do banco falando sobre terem ampliado meu cheque especial, agora posso sacar mais dinheiro quando eu não tiver nada! meus dias têm sido como se todo dia de manhã e acordasse, tomasse um banho e ao chegar no quarto de novo, eu fosse aguardado por textos do adorno, diversas coisas da escola de frankfurt. é assustador. é engraçado como a vida não é nada justa, nem faz nenhum sentido, e eu tenho aquele medo de morrer do nada e meu dinheiro ficar lá parado no banco. mas no final, existem coisas pelas quais realmente vale a pena viver, como cinema, fotografia, séries de tv, certas pessoas, woody allen. o problema é que minha câmera quebrou, as séries foram canceladas e as pessoas estão namorando, ou em outras cidades (por mim tudo bem, mas nem todos concordam). só me resta o woody allen, isso se ele não resolver morrer agora.

domingo, 14 de dezembro de 2008

time.

o tempo é algo que não podemos evitar. seja quando queremos, ou quando queremos evitar.

sábado, 6 de dezembro de 2008

high school miserable.

estou aqui só pra contar uma coisa: quando eu tinha uns 12,13 anos, eu dizia a mim mesmo, que queria ter nascido com 20, pra pular todos aqueles anos a seguir, que eu tinha certeza, seriam péssimos. e de fato foram realmente um saco. o que é o ensino médio? acho que ele simplesmente existe pra você não descobrir como sua vida será sacal pelos próximos 20 anos, antes de você morrer depois de um churrasco pra comemorar o aniversário de algum amigo/parente. sabe, lições de moral de professores medíocres, sobre uma vida que eles viveram 2 décadas atrás.
então é pra isso que a adolescência em geral serve, pra você começar a ter noção de como sua vida será um saco quando você tiver que vivê-la, mas ao mesmo tempo você pode ir passear às quartas-feiras, sem ter que pagar contas no final do mês. é o começo do fim. a vida é pior depois do ensino médio. e é ruim antes também, eu sempre penso se existe reencarnação, e se existir, deus, eu não quero nascer de novo. imagina! ter que ficar no útero, depois nascer, levar todos aqueles tombos na infância, aturar os dentes nascendo, não entender as coisas, cortes de cabelo errados, aturar seus pais de novo, aturar a escola de novo, aniversários, festas de família com aqueles seus tios que contam piadas que são piores que as da 'praça é nossa', eu realmente não estou preparado pra ser criança de novo.
o mais engraçado é que tenho 19, e a vida continua tão miserable quanto aos 12.



bleh!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

being boring.

sabe, eu aprendi comigo mesmo a classificar problemas de acordo com sua importância (numa escala também criada por mim). eu poderia fazer uma lista em ordem decrescente de importância das coisas, mas, não quero. o mais importante é que, eu sempre classifiquei problemas amorosos como de segunda importância, sempre achei possível ignorá-los, afinal eles não fazem parte daquela coisa essencial pra viver, digo, o verdadeiro essencial, claro, você chegaria aos 45 e pensaria na sua vida e ela não foi muito divertida, mas, não sei... eu nunca entendi muita coisa. então nós temos problemas de primeira grandeza (?) como os financeiros e os de saúde, não consigo definir qual o pior porque meu lado hipocondríaco diz um e a avareza diz outro. haha eu tenho inveja, de muita coisa. da vida simples de umas pessoas e da vida dos outros que eu queria ter. e eu sou egoísta, e eu penso demais no futuro, e eu tenho medo de ficar com a garganta inflamada e tenho dor nas costas às vezes.
essa é alguém que eu encontrei por aí, não faço idéia de quem seja, mas ela tem cara de ser um saco de pessoa:





brincadeiras não existem, dizia freud, e é verdade.

domingo, 30 de novembro de 2008

stealing books from a public library.

não sou só eu que acho, saramago também: 'eu não sou pessimista, a vida é que é péssima'.
eu queria cortar o cabelo, mas cortar o cabelo é uma tortura pra mim, é um saco todo aquele processo. eu geralmente me programo com duas semanas, até finalmente cortar. acho que sinto o mesmo que as crianças sentem quando tem que tomar banho, hahaha.
decidi(?) que vou viajar ano que vem(???), poisé, cheguei num ponto em que eu sinto que não posso continuar as coisas sem pisar lá antes. isso pode soar idiota, mas é verdade.
andei pensando, sobre, julgar as pessoas. eu costumo fazer muito isso, mas sempre tive bom senso, em partes, eu acho.
descobri uma coisa muito interessante em mim esses dias, eu quase não me irrito mais, eu digo irritação mesmo, sentir aquela coisa forte por dentro, que dá raiva e você sente que poderia quebrar tudo em volta, acho que ando meio nulo.
estou preocupado e cheio de dúvidas quanto o amanhã, cansado e doido que esse ano acabe logo. estou preocupado com a crise e afins.
eu vou viajar aliás, no natal, mas é pra um lugar aqui no rio mesmo.
enfim, i got go.



domingo, 9 de novembro de 2008

birthday greetings.

eu sempre me impressionei com a quantidade de pessoas que existe no mundo. digo, você nunca vai conhecer todos da sua cidade, a não ser que você viva numa cidade bem pequena. quando você acha que conhece muita gente, sempre tem um novo círculo de amizades ali perto, onde você não conhece ninguém. como os estranhos dos ônibus, com quem você 'viaja' todos os dias, mas não sabe o nome, nem onde mora, nem nada. mas se encontrar em outro lugar, você acaba acenando com as sombrancelhas.
bem, meu aniversário passou, estou mais velho, e aniversários são um ano a menos de vida, clichê, mas verdade, e estou com aquele vício em séries de TV de novo. não sei porque, mas séries me fazem muito bem. acho que é porque geralmente, eu acabo me vendo nas coisas que acontecem, e penso, 'hey, misery can be funny, sometimes', faz a vida ser mais fácil.
estou cansado e parado em tudo, acho que preciso de um novo emprego, pro ano que vem, preciso mesmo. e preciso de uma câmera urgentemente, e aceito doações de qualquer espécie. haha, sério.
mas mudanças são aquilo, o medo de ter que enfrentar o tempo que é a transição entre uma coisa e outra. decidi abrir mão dos weekends quando necessário, e me focar inteiramente no profissional, afinal, ninguém vai cuidar de mim, só eu.